quinta-feira, 1 de agosto de 2013

28 Days Later (Extermínio) - Drama com miolos! Sim! Miolos!



Sinopse: Após invadirem um laboratório de pesquisas em macacos, um grupo de ativistas encontra chimpanzés presos em gaiolas diante de telas que exibem continuamente cenas de extrema violência. Ignorando os avisos de um cientista que trabalha no local de que os macacos estariam infectos, os ativistas decidem libertá-los. Assim que são soltos os macacos atacam todos aqueles à sua volta, em verdadeiros ataques ensandecidos. 28 dias após este acontecimento desperta do coma em um hospital de Londres Jim (Cillian Murphy). Completamente confuso e estranhando a ausência de pessoas nas ruas, Jim nada sabe sobre o ocorrido e se esconde após encontrar diversos cadáveres e seres monstruosos, infectados pelo vírus disseminado. Após uma explosão Jim encontra outros sobreviventes, Selena (Naomi Harris) e Mark (Noah Huntley), que o levam a um local seguro e lhe explicam a situação atual. Decidido a reencontrar seus pais, Jim decide partir e é acompanhado pela dupla de novos companheiros. Até que, ao se refugiarem em um prédio, ouvem uma transmissão pelo rádio de que um grupo de soldados comandados pelo major Henry West (Christopher Eccleston) está se reunindo e diz ter a solução para a cura da infecção provocada pelo vírus. Sem outra alternativa, Jim, Selena e Mark decidem se juntar aos soldados em sua batalha.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-46940/ (acessado em 31/07/2013 às 10h15min)

Como Conheci: Me lembro de logo que esse filme saiu, havia uma grande especulação em cima dele, pois tinha a promessa de ser algo inovador no gênero zumbis, pois teríamos mortos-vivos rápidos (lembro de ter lido "zumbis maratonistas" em algum lugar), com um tipo diferente de infecção. O que é bacana, deu uma renovada boa nas películas desse tema. 

Nada relativo ao filme ou como conheci, mas continua sendo um fato curioso. Esse filme tinha algum tipo de bruxaria ou implicância comigo, porque é o tipo de filme que eu as vezes vejo passando na TV e, ou pego ele no meio ou não consigo terminar de assistir por dado motivo. E para piorar, não raras vezes já aconteceu de eu estar passando a lista de canais e me deparar com um "28 Dias" e ir seco achando que era ele e BANG! Me deparava com a Sandra Bullock, aí me sentia uma pessoa bem estúpida.

Resenha: Duas coisas das quais eu definitivamente não sou fã e assumidamente tenho preconceito: Filme europeu e filme de drama. Juntar os dois me causa arrepios (ou como diriam de onde vim: "Me dá uns três tipos de medos diferentes"). Porém 28 Days Later foi uma jogada inteligente e um tapa na cara de gente como eu, pois ele é todo divulgado como um mero filme de miolos e de um terror leve, mas quando você o assiste, vê que a argumentação do filme foca mais na questão humana, na sobrevivência e no drama dos personagens, ao invés dos raivosos (que acabam se mostrando como meras engrenagens para fazer a trama funcionar), e a coisa até que flui bem. Toda a produção estética e de roteiro é voltada à essa argumentação dramática. O jogo de câmeras, os focos em paisagens desoladas dos subúrbios ingleses ao amanhecer e ao entardecer principalmente (que serviram bem para dar uma enganada na torcida já que o orçamento foi curto). E até a própria trilha sonora que mistura bastante um rock animado com músicas mais clássicas e melancólicas pontuam o sentimento proposto para cada cena. É o tipo de cuidado que se vê principalmente em filmes de drama e foi muito bem posto no 28 Days.

Falando no tal do drama, vamos à ele. O filme como eu disse antes, constrói uma relação e uma interação muito afinada entre seus personagens, além de apresentar de forma satisfatória as situações que eles enfrentam e vivenciam, claro, sem deixar de lado a questão da luta contra os raivosos. Outra coisa típica dos dramas e do cinema europeu (e um baita ponto positivo, eu diria) é a crueza com que algumas cenas foram rodadas. Sem muita maquiagem e efeitos desnecessários típicos dos filmes de zumbis. Vê-se nudez sem eroticidade, como algo natural à cena, sem fazer grande espanto ou pudores bestas. Vê-se que não há tanto espanto pela nudez pelo fato do filme ter sido lançado lá fora com classificação indicativa de 16 anos, o que é uma surpresa bem agradável. Como a maior parte do filme se passa dando enfoque às relações humanas, a estética do filme (em especial a maquiagem) foi feliz em tentar se manter o mais natural possível.

O interessante nos zumbis(?) (eu prefiro chamar de raivosos porque tecnicamente eles não estão mortos) desse filme, é o fato de serem meros infectados, e portanto matá-los de uma forma "simples", como se mataria um ser humano comum já funcionaria. Isso tornaria os raivosos em tese menos letais, mas o filme em dadas situações acaba forçando a barra e fazendo com que eles sejam máquinas de matar, ainda que você esteja armado até os dentes. Outro fato que corrobora com essa "humanização" dos raivosos, é que aparentemente eles cansam, ou ao menos ficam letárgicos (bem rápido) quando não possuem um alvo, isso não é muito bem explicado, mas ainda assim é um ponto diferenciado.

Apesar do filme transcorrer quase todo como um drama (e isso pode ser um pouco cansativo), 28 Days não teria sido o sucesso que foi sendo um mero drama de sobrevivência. A parte final tem uma reviravolta cheia de ação que agrada aos fãs de miolos, mas que não se encaixa lá muito bem com toda a proposta construída ao longo da película. É uma jogada ardilosa e sacana? Com certeza! Mas sem isso, o filme teria sido um fracasso de bilheteria, então essa "apelação" acaba se justificando pelos fins comerciais.

Não posso resenhar esse filme sem fazer algumas ressalvas: Se você estiver em um apocalipse zumbi (na Inglaterra), só encontrará Pepsi pelo caminho. No hospital, nos mercados e na rua. Nem adianta pedir uma coca!; As ruas e paisagens são ABSURDAMENTE desertas. Em uma situação caótica de evacuação (ou êxodo como é chamado no filme), se esperaria um caos de veículos, depredação nos prédios, comércio e etc, pelo menos nos centros urbanos, o que não é o caso de 28 Days. Aqui tudo é tão vazio que dá aflição e fica difícil crer em uma desolação tão ordenada assim, eu diria que foi um ponto negativo, mas que se justifica pelo baixo orçamento.

Indico ou não indico: Opa! Toda inovação que é bem explorada merece um crédito. E esse filme teve a traquinagem de me fazer gostar de drama, então super indico apesar de ter sido "enganado". É um bom filme até mesmo para se assistir acompanhado. Se eu pudesse classificar 28 Days Later eu diria que ele é como quando sua mãe colocava carne e queijo no meio dos legumes para você comer. Disfarçam um roteiro de drama usando zumbis como pano de fundo para agradar tanto o público europeu que costuma ser exigente por uma boa trama, quanto ao público em geral que vai aos cinemas e espera um blockbuster (em especial pela parte final do filme). No final das contas, é um filme que vale suas quase duas horas de duração.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Guerra Mundial Z - Brad Pitt e Zumbis. Pode isso Arnaldo?



Sinopse: Uma terrível e misteriosa doença se espalha pelo mundo, transformando as pessoas em uma espécie de zumbis. A velocidade do contágio é impressionante e logo o Governo americano recruta um ex-investigador da ONU (Organização das Nações Unidas) para investigar o que pode estar acontecendo e assim salvar a humanidade, tendo em vista que as previsões são as mais catastróficas possíveis. Gerry Lane (Brad Pitt) tinha optado por dedicar mais tempo a sua esposa Karen (Mireille Enos) e as filhas, mas seu amor a pátria e o desejo de salvar sua família acabam contribuindo para que ele tope a missão. Agora, ele precisa percorrer o caminho inverso da contaminação para tentar entender as causas ou, ao menos, indentificar uma maneira de conter o contágio até que se descubra uma cura antes do  apocalipse. Começa uma verdadeira corrida contra o tempo, que mostra-se cada vez mais curto, na medida que a população de humanos não para de diminuir.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-140631/ (acessado em 24.07.2013 às 09h41min)


Como conheci? - Eu já havia lido o "Guia de Sobrevivência à Zumbis" do Max Brooks, e por consequência acabei descobrindo sobre esse seu outro livro referente ao tema (o Guerra Mundial Z, duh!). Infelizmente ainda não consegui lê-lo, mas acabei por acompanhar o anúncio das filmagens do Guerra Mundial Z e os anúncios pela internet, me fazendo criar uma espectativa bacana em torno do filme (exceto quando descobri que seria estrelado pelo Brad Pitt, mas beleza). Aproveitei um dia frio, uma promoção no cinema e fui assistir ao dito cujo (ainda que bem depois de sua estréia). Digo que é um blockbuster batuta! Pra assistir sem dó, feito pra quem gosta de um bom filme Hollywoodiano, mas também dá aquela animadinha nos fãs mais puristas (leia-se fervorosos) de zumbis.

Resenha: Confesso que eu não esperava um filme muito profundo (se é que isso seja possível), ou revolucionário no gênero de zumbis. E creio que eu tenha acertado no meu palpite. O filme é um blockbuster muito bem produzido, isso é inegável. Não vou entrar nas comparações com o livro, pois como não li o dito cujo, não tenho base para tal. Porém, é digno de nota frisar que durante o filme todo você pesca referências aqui e acolá com informações, dicas e situações mencionadas ou sugeridas no Guia de Sobrevivência à Zumbis. Ou para quem não o tenha lido, repare que os métodos pessoais (isto é, as pequenas ações individuais, não as medidas tomadas em larga escala pelos governos) usados ao longo do filme para combater os mortos-vivos(?)/raivosos, destoam daqueles clichês usados em películas desse gênero, o que de certa forma é inovadora e bem bacana. O que quero dizer com isso? Motosserras, espadas, metralhadoras e afins estão fora. O que comanda aqui são as armas contundentes. Pés-de-cabra, machados, tacos de baseball e até uma velha revista pornô são muito bem explorados e se mostram efetivos.

Aí chegamos na parte em que o filme me convenceu. Apesar de ter seus absurdos e exageros hollywoodianos (como a cena da queda do avião que "ménhas arma"... Aquilo não me desce até agora) para dar um tom épico e heroico à coisa, a argumentação do filme, bem como esses pequenos detalhes realísticos, dão um crédito maior à trama. O cara não sai achando um arsenal debaixo da bota, nem sai descendo a motosserra na horda. Suas ações são improvisadas e muitas vezes bem convincentes (no sentido de ser algo que um ser humano médio poderia repetir em uma situação semelhante), dispondo de equipamentos caseiros muito improvisados (como já mencionado, retirado de ótimas dicas do Guia).

Até muitos dos problemas sofridos são bem "reais". Duas cenas me fizeram rir um bocado, mas também colaboraram com essa proposta do filme, foi a chegada do virologista à Coréia junto com sua escolta (pois vemos o que acontece quando um civil é posto em uma situação de conflito) e a do abastecimento do avião (onde a mulher do Brad Pitt quase condena a humanidade toda por estar com "saudadinhas" Sério mulher? Saudadinhas?). São duas cenas até bem esdrúxulas, porém se pensarmos friamente, são bem passíveis de acontecer. 

Duas ressalvas que são dignas de nota:  Ou foi muita sacanagem do diretor ou existe algum preconceito no filme. Boa parte da desgraça que acontece cai em cima dos personagens com traços étnicos. Reparem no virologista e no cientista que aparece no centro de pesquisa da OMS (ambos com uma feição árabe/oriental). A outra é que não se vê um banho de sangue. A classificação indicativa do filme (pelo menos nos Estados Unidos) é de 14 anos e o filme faz jus a isso. Vê-se o confronto, mas não se vê sangue em demasia, nem ferimentos ou algo nesse sentido. Não é algo relevante que diminua a qualidade do filme, mas sim uma jogada inteligente para atrair um nicho maior de público aos cinemas.

No geral o filme é bacana, recomendo assistir. Apesar do desfecho clichê, ele não é exatamente como se espera, o que é interessante e diria inovador no gênero miolos.Tanto pra quem curte um blockbuster bem feito com explosões, perseguição e o Brad Pitt, quanto pra quem é fã de zumbis, o filme é uma boa pedida ou para se divertir, ou mesmo conhecer e expandir seus conceitos e referências quanto ao gênero abordado.

UPDATE! (com spoiler) - Conversando com um colega que é piloto de aeronave, ele me disse que a cena da queda do avião é bem plausível de acontecer, ele até mencionou o caso em que uma bomba de nitroglicerina explodiu em um avião da TAM em pleno voo e o comandante conseguiu realizar o pouso. (sim, houveram sobreviventes). Paguei minha língua, mas essa cena continua não me descendo.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Evil Dead (A Morte do Demônio) 2013 - Um Remake que vale a pena assistir



Sinopse: A versão dos roteiristas Fede Alvarez, Rodo Sayaguese Diablo Cody (Juno, Garota Infernal) acompanha cinco amigos (David, Natalie, Eric, Olivia e Mia) que se hospedam numa cabana isolada numa floresta e lá descobrem o Livro dos Mortos, que liberta um espírito demoníaco que possui um por um os incautos.

A protagonista de A Morte do Demônio é Mia (Jane Levy), uma viciada em drogas que procura se reabilitar - e os sintomas de sua desintoxicação se misturam com os eventos estranhos que ela passa a presenciar no local. Lou Taylor Pucci (Impulsividade), Shiloh Fernandez,(A Garota da Capa Vermelha), Jessica Lucas (da nova versão de Melrose Place) e a novata Elizabeth Blackmore também estão no elenco.

Fonte: http://omelete.uol.com.br/evil-dead/ (acessado em 23/07/2013 às 09h38min.

Como conheci? - Conheci Evil Dead (A Morte do Demônio no Brasil) através do meu querido amigo Jairo. Ele é um fã ferrenho da franquia e acabou por me "contaminar" com esse carinho. Assisti à trilogia já fazem alguns anos e dei boas risadas, visto que as duas primeiras produções são "terrir" de primeira qualidade e a última já descamba pra aventura no melhor estilo Sessão da Tarde

Resenha: Fiquei sabendo em meados do ano passado, ou no começo deste ano, não me lembro ao certo, que refilmariam a película, mas lembro bem que fiquei com o pé atrás, com medo de que transformassem um clássico em um mero filme de terror adolescente cheio de tripas voando sem a menor sensibilidade com a obra ou com os fãs. Ledo engano. O filme faz o máximo para agradar gregos e troianos tanto no roteiro quanto na produção (efeitos, maquiagem, etc.)

Se você é fã da série assim como eu, mas ainda não viu o filme, recomendo que o faça despido dos seus pré-conceitos de quem assistiu aos três primeiros. A experiência vale a pena, acredite. Muito da história original é mantida em sua essência. Outros pontos tanto de trama quanto da parte visual são renovados e eu diria que foram até melhorados. Muita coisa que na trama original, que poderia parecer non sense ou até mesmo parecia ter um ar de furo no roteiro, é consertado e bem amarrado no remake. Um pequeno exemplo é o porque eles estarem na cabana (convenhamos, o argumento do original de 1981 de que eles alugaram uma cabana no meio do nada só porque estava barato para curtir o final de semana não convence muito bem), ou porque inicialmente o grupo não dá grande importância pros surtos de Mia. Essas, dentre outras pequenas amarrações dadas no roteiro deixam a trama mais envolvente e diria até crível. Talvez seja realmente uma correção em relação aos buracos deixados no original.

Quando mencionei no começo que o filme agrada gregos e troianos, não é a toa. Ele traz o melhor dos dois mundos. Quem gosta de tripas voando e filmes de terror que apelam para a sanguinolência (ou seja, os típicos filmes de terror adolescente da última década) vai se sentir bem saciado, pois além de haver cenas desse naipe em abundância, a maquiagem (salvo algumas exceções em que há uma licença poética para agradar aos fãs saudosistas de filme B) e a fluidez com que as cenas acontecem são muito boas. Já pra quem é fã de trash e do clássico filmado por Sam Raimi também vai se agradar com o remake. Grande parte da proposta de Evil Dead é mantida não só no roteiro, mas também na produção. Algumas das cenas modernas lembram e muito o clássico. Na famosa cena dos galhos têm-se a impressão em alguns momentos de ter sido feita em stop motion (apesar de ser extremamente bem feita). Já em outros momentos se vê uma pitada daquele exagero típico do gênero. Infelizmente (ou felizmente) Não temos Ash na trama. Todos os personagens são renovados, com personalidades e características até bem distintas dos originais, mas não desanime, essa renovação acaba se mostrando muito bem feita no filme e não prejudica sua qualidade.

Mesmo que você nunca tenha visto Evil Dead, ou já conheça e mesmo assim não gostou do filme, há de concordar comigo que o final é SENSACIONAL, faz você levantar da cadeira e bater palmas. O cuidado tomado em lembrar dos fãs na cena final foi muito bacana e particularmente eu sinto que o clássico foi muito bem homenageado. (Além de haver uma cena pós-créditos que me fez soltar um sonoro: "Caraaaaaalho!"). Talvez para fãs novos, ou para quem preze por algo mais "real", tal cena possa parecer bem apelativa ou desnecessária, entretanto a proposta desta é uma referência ao Evil Dead II e a um dos clichês que deixou famosa a franquia, então tente dar um desconto.

No geral o filme é muito bom. É como você ver um velho amigo depois de muito tempo e falar "como você tá bonitão!" Deram uma roupagem nova ao filme, mas as comparações com o clássico de 1981 são inevitáveis, porém não farei esse juízo aqui. Definitivamente não é um filme para se assistir com a namorada, mas ainda assim é um baita filme. e como eu disse, assista ao filme com a cuca bem aberta.

Curiosidades e dados: Esta nova versão conta com boa parte do pessoal de produção e direção do primeiro filme, e o mais bacana de tudo, conta com Bruce Campbell (ninguém mais, ninguém menos que o consagrado Ash dos três primeiros filmes) na produção.