quarta-feira, 24 de julho de 2013

Guerra Mundial Z - Brad Pitt e Zumbis. Pode isso Arnaldo?



Sinopse: Uma terrível e misteriosa doença se espalha pelo mundo, transformando as pessoas em uma espécie de zumbis. A velocidade do contágio é impressionante e logo o Governo americano recruta um ex-investigador da ONU (Organização das Nações Unidas) para investigar o que pode estar acontecendo e assim salvar a humanidade, tendo em vista que as previsões são as mais catastróficas possíveis. Gerry Lane (Brad Pitt) tinha optado por dedicar mais tempo a sua esposa Karen (Mireille Enos) e as filhas, mas seu amor a pátria e o desejo de salvar sua família acabam contribuindo para que ele tope a missão. Agora, ele precisa percorrer o caminho inverso da contaminação para tentar entender as causas ou, ao menos, indentificar uma maneira de conter o contágio até que se descubra uma cura antes do  apocalipse. Começa uma verdadeira corrida contra o tempo, que mostra-se cada vez mais curto, na medida que a população de humanos não para de diminuir.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-140631/ (acessado em 24.07.2013 às 09h41min)


Como conheci? - Eu já havia lido o "Guia de Sobrevivência à Zumbis" do Max Brooks, e por consequência acabei descobrindo sobre esse seu outro livro referente ao tema (o Guerra Mundial Z, duh!). Infelizmente ainda não consegui lê-lo, mas acabei por acompanhar o anúncio das filmagens do Guerra Mundial Z e os anúncios pela internet, me fazendo criar uma espectativa bacana em torno do filme (exceto quando descobri que seria estrelado pelo Brad Pitt, mas beleza). Aproveitei um dia frio, uma promoção no cinema e fui assistir ao dito cujo (ainda que bem depois de sua estréia). Digo que é um blockbuster batuta! Pra assistir sem dó, feito pra quem gosta de um bom filme Hollywoodiano, mas também dá aquela animadinha nos fãs mais puristas (leia-se fervorosos) de zumbis.

Resenha: Confesso que eu não esperava um filme muito profundo (se é que isso seja possível), ou revolucionário no gênero de zumbis. E creio que eu tenha acertado no meu palpite. O filme é um blockbuster muito bem produzido, isso é inegável. Não vou entrar nas comparações com o livro, pois como não li o dito cujo, não tenho base para tal. Porém, é digno de nota frisar que durante o filme todo você pesca referências aqui e acolá com informações, dicas e situações mencionadas ou sugeridas no Guia de Sobrevivência à Zumbis. Ou para quem não o tenha lido, repare que os métodos pessoais (isto é, as pequenas ações individuais, não as medidas tomadas em larga escala pelos governos) usados ao longo do filme para combater os mortos-vivos(?)/raivosos, destoam daqueles clichês usados em películas desse gênero, o que de certa forma é inovadora e bem bacana. O que quero dizer com isso? Motosserras, espadas, metralhadoras e afins estão fora. O que comanda aqui são as armas contundentes. Pés-de-cabra, machados, tacos de baseball e até uma velha revista pornô são muito bem explorados e se mostram efetivos.

Aí chegamos na parte em que o filme me convenceu. Apesar de ter seus absurdos e exageros hollywoodianos (como a cena da queda do avião que "ménhas arma"... Aquilo não me desce até agora) para dar um tom épico e heroico à coisa, a argumentação do filme, bem como esses pequenos detalhes realísticos, dão um crédito maior à trama. O cara não sai achando um arsenal debaixo da bota, nem sai descendo a motosserra na horda. Suas ações são improvisadas e muitas vezes bem convincentes (no sentido de ser algo que um ser humano médio poderia repetir em uma situação semelhante), dispondo de equipamentos caseiros muito improvisados (como já mencionado, retirado de ótimas dicas do Guia).

Até muitos dos problemas sofridos são bem "reais". Duas cenas me fizeram rir um bocado, mas também colaboraram com essa proposta do filme, foi a chegada do virologista à Coréia junto com sua escolta (pois vemos o que acontece quando um civil é posto em uma situação de conflito) e a do abastecimento do avião (onde a mulher do Brad Pitt quase condena a humanidade toda por estar com "saudadinhas" Sério mulher? Saudadinhas?). São duas cenas até bem esdrúxulas, porém se pensarmos friamente, são bem passíveis de acontecer. 

Duas ressalvas que são dignas de nota:  Ou foi muita sacanagem do diretor ou existe algum preconceito no filme. Boa parte da desgraça que acontece cai em cima dos personagens com traços étnicos. Reparem no virologista e no cientista que aparece no centro de pesquisa da OMS (ambos com uma feição árabe/oriental). A outra é que não se vê um banho de sangue. A classificação indicativa do filme (pelo menos nos Estados Unidos) é de 14 anos e o filme faz jus a isso. Vê-se o confronto, mas não se vê sangue em demasia, nem ferimentos ou algo nesse sentido. Não é algo relevante que diminua a qualidade do filme, mas sim uma jogada inteligente para atrair um nicho maior de público aos cinemas.

No geral o filme é bacana, recomendo assistir. Apesar do desfecho clichê, ele não é exatamente como se espera, o que é interessante e diria inovador no gênero miolos.Tanto pra quem curte um blockbuster bem feito com explosões, perseguição e o Brad Pitt, quanto pra quem é fã de zumbis, o filme é uma boa pedida ou para se divertir, ou mesmo conhecer e expandir seus conceitos e referências quanto ao gênero abordado.

UPDATE! (com spoiler) - Conversando com um colega que é piloto de aeronave, ele me disse que a cena da queda do avião é bem plausível de acontecer, ele até mencionou o caso em que uma bomba de nitroglicerina explodiu em um avião da TAM em pleno voo e o comandante conseguiu realizar o pouso. (sim, houveram sobreviventes). Paguei minha língua, mas essa cena continua não me descendo.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Evil Dead (A Morte do Demônio) 2013 - Um Remake que vale a pena assistir



Sinopse: A versão dos roteiristas Fede Alvarez, Rodo Sayaguese Diablo Cody (Juno, Garota Infernal) acompanha cinco amigos (David, Natalie, Eric, Olivia e Mia) que se hospedam numa cabana isolada numa floresta e lá descobrem o Livro dos Mortos, que liberta um espírito demoníaco que possui um por um os incautos.

A protagonista de A Morte do Demônio é Mia (Jane Levy), uma viciada em drogas que procura se reabilitar - e os sintomas de sua desintoxicação se misturam com os eventos estranhos que ela passa a presenciar no local. Lou Taylor Pucci (Impulsividade), Shiloh Fernandez,(A Garota da Capa Vermelha), Jessica Lucas (da nova versão de Melrose Place) e a novata Elizabeth Blackmore também estão no elenco.

Fonte: http://omelete.uol.com.br/evil-dead/ (acessado em 23/07/2013 às 09h38min.

Como conheci? - Conheci Evil Dead (A Morte do Demônio no Brasil) através do meu querido amigo Jairo. Ele é um fã ferrenho da franquia e acabou por me "contaminar" com esse carinho. Assisti à trilogia já fazem alguns anos e dei boas risadas, visto que as duas primeiras produções são "terrir" de primeira qualidade e a última já descamba pra aventura no melhor estilo Sessão da Tarde

Resenha: Fiquei sabendo em meados do ano passado, ou no começo deste ano, não me lembro ao certo, que refilmariam a película, mas lembro bem que fiquei com o pé atrás, com medo de que transformassem um clássico em um mero filme de terror adolescente cheio de tripas voando sem a menor sensibilidade com a obra ou com os fãs. Ledo engano. O filme faz o máximo para agradar gregos e troianos tanto no roteiro quanto na produção (efeitos, maquiagem, etc.)

Se você é fã da série assim como eu, mas ainda não viu o filme, recomendo que o faça despido dos seus pré-conceitos de quem assistiu aos três primeiros. A experiência vale a pena, acredite. Muito da história original é mantida em sua essência. Outros pontos tanto de trama quanto da parte visual são renovados e eu diria que foram até melhorados. Muita coisa que na trama original, que poderia parecer non sense ou até mesmo parecia ter um ar de furo no roteiro, é consertado e bem amarrado no remake. Um pequeno exemplo é o porque eles estarem na cabana (convenhamos, o argumento do original de 1981 de que eles alugaram uma cabana no meio do nada só porque estava barato para curtir o final de semana não convence muito bem), ou porque inicialmente o grupo não dá grande importância pros surtos de Mia. Essas, dentre outras pequenas amarrações dadas no roteiro deixam a trama mais envolvente e diria até crível. Talvez seja realmente uma correção em relação aos buracos deixados no original.

Quando mencionei no começo que o filme agrada gregos e troianos, não é a toa. Ele traz o melhor dos dois mundos. Quem gosta de tripas voando e filmes de terror que apelam para a sanguinolência (ou seja, os típicos filmes de terror adolescente da última década) vai se sentir bem saciado, pois além de haver cenas desse naipe em abundância, a maquiagem (salvo algumas exceções em que há uma licença poética para agradar aos fãs saudosistas de filme B) e a fluidez com que as cenas acontecem são muito boas. Já pra quem é fã de trash e do clássico filmado por Sam Raimi também vai se agradar com o remake. Grande parte da proposta de Evil Dead é mantida não só no roteiro, mas também na produção. Algumas das cenas modernas lembram e muito o clássico. Na famosa cena dos galhos têm-se a impressão em alguns momentos de ter sido feita em stop motion (apesar de ser extremamente bem feita). Já em outros momentos se vê uma pitada daquele exagero típico do gênero. Infelizmente (ou felizmente) Não temos Ash na trama. Todos os personagens são renovados, com personalidades e características até bem distintas dos originais, mas não desanime, essa renovação acaba se mostrando muito bem feita no filme e não prejudica sua qualidade.

Mesmo que você nunca tenha visto Evil Dead, ou já conheça e mesmo assim não gostou do filme, há de concordar comigo que o final é SENSACIONAL, faz você levantar da cadeira e bater palmas. O cuidado tomado em lembrar dos fãs na cena final foi muito bacana e particularmente eu sinto que o clássico foi muito bem homenageado. (Além de haver uma cena pós-créditos que me fez soltar um sonoro: "Caraaaaaalho!"). Talvez para fãs novos, ou para quem preze por algo mais "real", tal cena possa parecer bem apelativa ou desnecessária, entretanto a proposta desta é uma referência ao Evil Dead II e a um dos clichês que deixou famosa a franquia, então tente dar um desconto.

No geral o filme é muito bom. É como você ver um velho amigo depois de muito tempo e falar "como você tá bonitão!" Deram uma roupagem nova ao filme, mas as comparações com o clássico de 1981 são inevitáveis, porém não farei esse juízo aqui. Definitivamente não é um filme para se assistir com a namorada, mas ainda assim é um baita filme. e como eu disse, assista ao filme com a cuca bem aberta.

Curiosidades e dados: Esta nova versão conta com boa parte do pessoal de produção e direção do primeiro filme, e o mais bacana de tudo, conta com Bruce Campbell (ninguém mais, ninguém menos que o consagrado Ash dos três primeiros filmes) na produção.